ptenfrites

 

  • Home
  • Educação
  • O que tem na praia?

O que você pode encontrar na praia

Siri, tatuí, estrela-do-mar... descubra informações incríveis sobre os seres vivos que você e seu filho podem encontrar em um passeio pela praia. Na lista abaixo estão os animais e outros organismos encontrados facilmente na maioria das praias brasileiras. Há informações sobre como vivem, do que se alimentam e diversas curiosidades. As forças naturais - como o sol, as marés e os ventos - também fazem parte, pois nos ajudam a entender como esse ambiente complexo funciona. 

ÁGUA-VIVA

As águas-vivas parecem uma gelatina com fios pendurados (os tentáculos) e povoam os mares há centenas de milhões de anos. São conhecidas também como Medusa - nome da criatura mitológica que tinha a cabeça coberta por cobras e transformava as pessoas em rocha.

Seus tentáculos contêm minúsculos arpões carregados de veneno. Com eles, conseguem caçar e também se defender de seus predadores, como peixes, baleias e tartarugas.

Existe outro organismo deste grupo que parece uma medusa, mas não é. Chama-se caravela-do-mar. Na realidade, trata-se de uma colônia de indivíduos que formam uma espécie de bolsa gelatinosa e flutua na superfície das águas.

O contato com os tentáculos da água-viva e da caravela-do-mar pode causar sérios ferimentos.

Filo: Cnidaria
Onde vive: no mar.
Alimentação: pequenos peixes e plâncton.
Tamanho: de alguns centímetros até dois metros.

ALGAS

Grupo bastante diverso, as algas possuem uma enorme variedade de formas, cores (verdes, vermelhas, amarronzadas) e tamanhos. Além de servirem de alimento para diversos seres vivos (inclusive o homem), as algas oferecem uma importante contribuição ao Meio Ambiente. São responsáveis por grande parte do oxigênio liberado no ar atmosférico e na água.

Filo: as algas foram consideradas plantas por muito tempo, e sua classificação é discutida pelos cientistas até hoje. As algas verdes seriam as mais próximas das plantas, enquanto outras, como as algas azuis, são reconhecidas como bactérias. A variedade é tão grande que o termo "algas" possui diferentes grupos de classificação.
Onde vivem: ambientes aquáticos, de água salgada ou doce.
Alimentação: fabricam seu próprio alimento.
Tamanho: de microscópicas a vários metros.

AVES COSTEIRAS

A gaivota, o albatroz, o maçarico, o atobá e o pinguim são alguns exemplos de aves costeiras. Todas dependem dos ecossistemas marinhos e aquáticos para se reproduzir, se alimentar, construir seus ninhos ou encontrar abrigo para descansar.

Algumas aves vivem em estreita relação com o homem, alimentando-se dos restos da pesca ou de detritos lançados por embarcações.

Filo: Chordata
Onde vivem: ambientes litorâneos.
Alimentação: peixes, crustáceos, moluscos, insetos e ovos e filhotes de outras aves.
Tamanho: variado. Algumas aves são bem pequenas, como o maçariquinho, de apenas treze centímetros. Outras, como o albatroz e o pelicano, têm grande porte e chegam a medir mais de um metro de comprimento.
Curiosidade: os pinguins vivem em águas costeiras de regiões geladas, mas, quando se perdem, muitas vezes aparecem em águas mais quentes. Aqui no Brasil, podem ser avistados nas praias do litoral sul e eventualmente no sudeste.

BARATA-DA-PRAIA

Barata na praia?! Calma... Na verdade, estes pequenos animais inofensivos não são insetos, mas crustáceos, como os tatuzinhos de jardim. Como precisam de muita umidade para sobreviver, as baratas-do-mar procuram abrigo entre as rochas durante o dia e saem do abrigo ao entardecer ou em dias nublados. Nesses momentos, são facilmente encontradas andando rapidamente próximas à linha da maré.

Filo: Crustacea
Onde vive: nas rochas às margens do mar.
Alimentação: algas e pequenos animais.
Tamanho: até quatro centímetros.

CARANGUEJO

Caranguejos fazem parte do grupo dos crustáceos, palavra que em latim quer dizer "animal com casca". À medida que eles crescem, a carapaça que os protege fica apertada e se rompe, e surge outra por baixo. 

Possuem cinco pares de pernas: o primeiro é formado por pinças poderosas, utilizadas para predação, manipulação, escavação e defesa. As demais pernas são usadas para locomoção e, pela forma como são articuladas, permitem que o caranguejo se movimente de lado com agilidade. 

No litoral brasileiro, há uma espécie muito comum chamada Maria-Farinha. Também é conhecida como caranguejo-fantasma por sua cor branco-amarelada (semelhante à areia) e por seu hábito de sair de sua toca à noite.

Filo: Crustacea
Onde vive: geralmente em ambientes marinhos ou mangues e rios.
Alimentação: peixes, moluscos, tatuís e restos de animais e vegetais.
Tamanho: de oito a vinte centímetros, dependendo da espécie. 
Curiosidades: o caranguejo-aranha-gigante, encontrado no Japão, chega a medir quatro metros de uma perna a outra. É o maior artrópode conhecido do mundo! 

CONCHAS

É muito divertido observar na areia a variedade de cores e formas que as conchas possuem. É possível encontrar na areia, no mar ou nas rochas algumas conchas que ainda contêm o animal vivo, enquanto outras vezes somente conchas vazias. 

Estes "tesouros" são fabricados por animais de corpo mole - os moluscos - para protegê-los. Alguns deles possuem conchas que ficam dentro do corpo, como no caso das lulas. Mas há moluscos, como o polvo, que sequer possuem concha! 

Nos oceanos, os moluscos servem de alimento a muitos animais. Mas nós, humanos, também nos alimentamos deles. Você consegue se lembrar de algum? 

Filo: Mollusca
Onde vive: em ambientes aquáticos, presos às rochas, ou semienterrados na areia.
Alimentação: algas, restos de animais e partículas em suspensão.
Tamanho: de alguns milímetros até um metro.

CRACAS

As cracas são animais que não se movimentam. Formam grandes grupos (colônias) que ficam presos às rochas, animais ou outros objetos por meio de resistentes placas de calcário. Cada animal fabrica seu próprio "cimento" para se proteger, enquanto filtra da água o seu alimento.

Filo: Crustacea
Onde vivem: fixadas nas rochas, corpos de animais nadadores, embarcações ou objetos flutuantes.
Alimentação: filtram pequenos organismos e plâncton.
Tamanho: por volta de três centímetros de diâmetro.

ESTRELA-DO-MAR

As estrelas-do-mar podem ter o corpo liso, granuloso ou com espinhos. Geralmente possuem cinco braços, mas podem apresentar bem mais. Apesar de não conseguirem mastigar, são importantes predadoras, lançando seu estômago para fora para engolir suas presas. Algumas espécies possuem capacidade de regeneração: se um dos braços é separado do corpo, logo é substituído e o animal volta à sua forma original.

Filo: Echinoderma
Onde vive: no substrato do ambiente marinho: rochas, fundo lodoso e areia.
Alimentação: moluscos, crustáceos, esponjas, corais, vermes e outros invertebrados. Animais mortos ou em suspensão.
Tamanho: de quatro centímetros até um metro de diâmetro.

OURIÇO

Parentes da estrela-do-mar, os ouriços parecem uma bola coberta de espinhos. Estes animais possuem um esqueleto calcário que lhes confere uma forma peculiar e, muitas vezes, são encontrados nas praias já sem os espinhos.

No Brasil, não existem ouriços venenosos, mas, ainda assim, é importante ter cuidado ao andar nas áreas onde eles estão presentes. Os espinhos, utilizados para sua locomoção e defesa, podem causar graves ferimentos.

Filo: Echinoderma
Onde vive: no substrato do ambiente marinho: rochas, fundo lodoso e areia.
Alimentação: algas e restos de animais.
Tamanho: até 36 centímetros de diâmetro (sem contar os espinhos).

PEIXES

Entre os vertebrados (que incluem os anfíbios, os répteis, as aves e os mamíferos), os peixes são o grupo mais antigo. Em centenas de milhões de anos de evolução, estabeleceram-se muitas espécies, das mais distintas formas e adaptadas aos diversos hábitats, que ocupam águas doces e salgadas, da superfície às profundezas.

Filo: Chordata
Onde vivem: ambientes aquáticos.
Alimentação: animais - como outros peixes e até mamíferos - e vegetais, vivos ou mortos.
Tamanho: varia de alguns milímetros até vinte metros (tubarão-baleia).

PLÂNCTON

Formado por diversos organismos flutuantes e microscópicos, como microalgas, larvas, medusas e krill (um minúsculo crustáceo que parece um camarão), o plâncton é a base da cadeia alimentar do ecossistema aquático. É responsável também por grande parte da renovação do oxigênio atmosférico.

Onde vive: mares e oceanos, a alguns metros da superfície (durante o dia) ou mais ao fundo (à noite).
Alimentação: alguns organismos fabricam seu próprio alimento, outros se alimentam do próprio plâncton.
Tamanho: formam camadas que podem ter quilômetros de comprimento.

SIRI 

Siri é uma palavra de origem tupi que significa "aquele que desliza". Este animal merece o apelido, pois graças a seu último par de pernas - em forma de remo - é excelente nadador. Essa é uma das características que diferenciam os siris dos caranguejos, além de ter o corpo mais achatado.

Filo: Crustacea
Onde vive: no mar e estuários (ambientes de transição entre rio e mar).
Alimentação: restos de animais mortos, plantas e algas, tatuís, pequenos moluscos, peixes. 
Tamanho: mais de quinze centímetros de envergadura. 

TATUÍ

Muito popular em toda a costa brasileira, este crustáceo é conhecido por vários nomes: tatuí, tatuíra, pulga-do-mar ou tatuzinho-de-praia. Ele vive em buracos cavados na areia onde se enterra rapidamente assim que a água da onda volta para o mar. A única pista que deixa na areia são furinhos com bolhas. 

É importante fonte de alimento para aves, moluscos, outros crustáceos e peixes. Não tolera ambientes poluídos, por isso os tatuís servem de indicadores da qualidade das praias.

Filo: Crustacea
Onde vive: na areia, na zona entre as marés.
Alimentação: pequenos organismos e partículas que filtram das águas.
Tamanho: até quatro centímetros.

AREIA

As areias das praias se compõem de minerais, como o quartzo, e de restos de seres vivos, como algas calcárias, corais e a concha dos moluscos. Lançados pelas ondas contra rochedos, ao longo de milhões de anos, transformam-se em grãos. Serve de hábitat para muitos animais, como o tatuí, os moluscos e os caranguejos.

BRISA

Quem não gosta daquele ventinho que vem do mar para a areia em um dia
quente de sol? Sabia que ele tem nome e sobrenome? Pois é, esse
fenômeno é conhecido como “brisa marinha”.

Ele ocorre porque durante o dia, quando o sol irradia, a terra se aquece mais rapidamente que o oceano. O ar aquecido próximo à superfície da areia fica mais leve e se eleva em direção à atmosfera. E quem vem ocupar esse espaço? O ar do oceano! Por isso a brisa vem do mar para o continente, durante o dia.

À noite, o sentido se inverte e esse vento passa a ser chamado de “brisa terrestre”. Isso porque a água demora mais para perder calor do que a terra. Assim, o ar mais aquecido fica sobre o oceano, se eleva e o deslocamento passa a acontecer do continente para o mar. 

MARÉS

As marés são movimentos de fluxo e refluxo das águas dos mares provocados pela atração que o sol a lua, principalmente, exercem sobre os oceanos. Ao longo do dia, por aproximadamente seis horas, o mar avança em direção à praia até atingir seu ponto máximo (maré alta) e, então, recua, por aproximadamente seis horas, até seu ponto mínimo (maré baixa). Esse ciclo se repete duas vezes ao dia.

A faixa de areia entre a maré alta e a maré baixa é a chamada zona "entre marés", onde habitam animais como o tatuí e o corrupto.

ONDAS

Geralmente são formadas pela força do vento contra a água, ou pela atividade sísmica (como terremotos), e a força da maré. Ondas grandes podem ser criadas por ventos fortes locais, próximo à praia, mas ondas ainda maiores são formadas por tempestades em alto-mar. 

Ondas grandes podem causar acidentes sérios, lançando-nos contra a areia ou nos carregando para o fundo do mar. Crianças não devem entrar no mar sem a companhia de um adulto. Além disso, é importante respeitar a sinalização dos salva-vidas, que indica os locais perigosos para banhistas. 

SOL

Seres vivos como as algas e as plantas são capazes de aproveitar a energia do sol para fabricarem seu alimento, enquanto outros a recebem alimentando-se das plantas ou de animais que se alimentaram de animais que se alimentaram de plantas... e por aí vai. Isso significa que sem a energia solar nenhuma forma de vida poderia existir aqui!

Ao ficar exposto à radiação do sol, nosso corpo produz um pigmento que bronzeia a pele. Mas o excesso de exposição pode ser perigoso, causando queimaduras e doenças, como o câncer de pele.

Não se esqueça de sempre se proteger com filtro solar, óculos e chapéu, especialmente entre as 10 e 16 horas, quando os raios solares são mais fortes.


Preste atenção no Meio Ambiente!
Agora que você descobriu um pouco mais sobre a praia, lembre-se que esse é um ambiente muito frágil. Ainda há muitas pessoas que se esquecem disso.

Uma maneira de ajudar a preservar esse ecossistema é não levar animais domésticos - especialmente cachorros - para passear. Isso porque além do risco de acidentes, os cães podem transmitir doenças por meio de suas fezes, quando contaminadas. Um exemplo são as larvas de Ancylostoma, um verme comum em cães e gatos que causa doenças de pele e outras infecções nos humanos. 

Fora isso, os cachorros podem causar problemas para os outros seres vivos que vivem na praia, trazendo doenças a eles ou os caçando. Os próprios cães podem sofrer, por falta de água, pelo excesso de sol ou pela ingestão de restos de comida ou animais encontrados na areia. 

E por falar em restos de comida... Copo de água, palito de sorvete, saquinho de biscoito, latinhas. Imagine como seriam as praias se cada pessoa deixasse ali o lixo que produz?! Não só as areias mas também o mar ficariam imundos, pois as ondas carregariam o lixo para a água.

Os animais marinhos acabam literalmente tendo que engolir esse lixo todo. As tartarugas marinhas, por exemplo, confundem as sacolas plásticas com as águas vivas, seu alimento natural. Muitos acabam se contaminando com uma comida que não faz parte de sua alimentação. 

Recolher todo o lixo da praia é um dever de todos! É sinal de educação e respeito pela natureza!

BIGtheme.net Joomla 3.3 Templates