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METODOLOGIA

• A metodologia do projeto está pedagogicamente embasada nos princípios da práxis (Experiential learning –PIAGET, 1950; KOLB, 1984; GADOTTI, 2005), no âmbito da relação homem-ambiente (natural/social) (Ecoformação – MORAES, 2003; SILVA, 2008; MORIN; 2011); do diálogo e da reflexão crítica (Transformative learning – MEZIROW; 1978; TAYLOR, 2008; FREIRE, 2011), da troca de experiências e informações (Social learning – REED et al, 2010), bem como no fomento de ações proativas nas crianças de acordo com as percepções co-construídas ao longo das atividades do projeto.

• Ao longo do projeto os alunos recebem informações a respeito da origem dos oceanos (da água e do sal), sobre sua importância ambiental e socioeconômica no mundo, sobre o relevo do fundo oceânico, a origem, tipos e características da areia das praias, a formação e processo de quebra das ondas, formação das marés, função das dunas, e segurança no banho de mar.

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• Uma vez por semestre os alunos vão a campo para realizar o monitoramento da sua praia, acompanhados pelos 3 técnicos do projeto (oceanógrafo, biólogo e geólogo), além dos professores da escola.

PRÁTICA DO MONITORAMENTO

a• Nas saídas a campo, os alunos tem a oportunidade de investigar a praia com uma série de ferramentas, como GPS, bússola, lupas, pás, peneiras, réguas, baldes, bandejas, barbantes, trenas, estacas, mangueira de nível e termômetro, muitas das quais desconhecidas ou pouco utilizadas pelos alunos. Estas ferramentas compõem um Kit de Pesquisa disponibilizado aos alunos, que facilitam a observação do ambiente praial, das características da areia, dos animais e da vegetação presentes, assim como dos principais resíduos sólidos deixados pelos usuários das praias e os que são transportados pelas correntes e marés.

• O monitoramento em campo inicia-se com a demarcação do nível da maré. Posteriormente, dividem-se os grupos de trabalho através de um jogo de mímicas com os animais da zona costeira. Uma vez formados os grupos, estes passam a preencher suas planilhas de campo com as observações realizadas in situ.

Dentre elas estão:

a) Observação das condições metereológicas do dia: direção e intensidade do vento através da localização dos pontos cardinais, cobertura de nuvens e temperatura do ar;

  1. Análise da qualidade da água do mar com um Ecokit;
  2. A medição da inclinação da praia com mangueira de nível, estacas e trena; e
  3. A demarcação de 3 transectos divididos em 5 quadrados de 2x2m cada (totalizando 60m²), para a pesquisa dos objetos encontrados na areia da praia. Estes transectos de pesquisa são construídos pelos alunos com trena, barbante e estacas.

• Os alunos observam tudo o que existe dentro dos quadrados e anotam em suas planilhas de campo. Quando encontram resíduos sólidos, estes são coletados e levados embora.

• Por último, é realizada uma vistoria da praia, onde observa-se e anota-se quais estruturas existem para ordenar e proteger as praias, bem como quais tipos de serviços são oferecidos nas mesmas, como: estacionamentos apropriados; passarelas, cercas de proteção às dunas, lixeiras, banheiros, acessibilidade para cadeirantes, etc...

• Posteriormente à saída de campo, a equipe do projeto retorna às escolas para a análise conjunta dos dados coletados em campo e produção de gráficos, desenhos, textos com os resultados. Os alunos também realizam pesquisas pela internet, no site do projeto, sobre os resultados obtidos nas demais praias monitoradas.

• O projeto divulga seus resultados nas 21 placas dispostas nas principais vias de acesso das praias monitoradas e se conecta com o mundo através da rede social Facebook e de seu site www.monitoramentomirimcosteiro.com.br

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